Terça-feira, Julho 27, 2004
Dou conta
Do que fui sonhando. Do que fui esperando. Do que fui...ficando sempre além. Onde nunca te pude alcançar. Onde me proibias ser algo mais do que esta forma desalentada, sem jeito para a vida.
Dou conta que me fazes falta.
Segunda-feira, Julho 26, 2004
Antes do acordar
Adormeço a custo. Muito devagar. Quase numa violência, tal o meu desejo de esquecer.
Segunda-feira, Julho 12, 2004
Quando partir
Ficarei contente. Não sei a hora ou o dia, mas sei que vou. Não sei se por caminhos de terra ou por caminhos de mar, mas irei.
É-me suficiente para sorrir às manhãs que me despertam.
Porque o amor passa
E porque olho à minha volta. Um vazio. Uma causa pobremente justificada. Tu.
Deixo-me ficar, aqui, á deriva.
Persistes a meu lado, envolto em fracos suspiros. Como se me chamasses a atenção. Pedes-me que te salve. Não sei se posso. Não sei se quero...
Terça-feira, Julho 06, 2004
As palavras
Que há muito não te escrevo. Juro-te que não tenho tempo. Lembro-me de te escrever todos os dias. Momentos, nos quais, vens e me invades de saudade.
Sinto a tua falta. E esqueço-me dela. Da falta que me fazes. Não sei viver, assim, os dias. Sem ti, afinal...
Mas é a falta de tempo, essa mesmo que me afasta de ti, das minhas palavras, de nós, é a mesma que não me deixa repousar e ver, que à minha espera se encontra e só o vazio...
Segunda-feira, Julho 05, 2004
Menos ais?
Ai! Ui! Dóiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!
Sexta-feira, Julho 02, 2004
Portugal olé
Desculpem lá, mas este Portugal olé é de uma tristeza imensa. Devemos ser os únicos a par dos franceses "allez les Blues" que não temos canticos de jeito ao incentivo da seleção!
Portugal olé, olé, é alguma coisa que se deva cantar?!
O que não pude bloggar ontem
Confesso que não vi o jogo. Não quis. Temi a facilidade como se falava da vitória face aos laranjas. Desconfio do fácil. Além do mais, apoderou-se de mim uma tal dor de cabeça, que seria impossível ver fosse o que fosse. Sofri pela equipa mas de modo diferente.
A vitória não teve o mesmo sabor que a anterior...Gosta-se é de sofrer bem a fundo...
Veio o apito final e com ele a loucura que se tem visto. Gritos, choros, buzinadelas, euforia geral. Caí no erro de por o pé fora de casa. Ainda nem tinha avançado cinco centimetros da porta de entrada e já me empurravam para dentro de um qualquer carro da vizinhança. Inexplicavel! Estava tudo possuído, louco! Até o carro parecia ter vida própria. A tal dor de cabeça, deu-me a frieza suficiente para não estar em euforias e acabei por viver aqueles momentos de uma forma afastada.
Agora deseja-se mais. Agora que venham os Gregos para a festa. A nossa, claro!