Terça-feira, Maio 25, 2004

O que te poderia dizer 


Cada vez que yo me voy llevo a un lado de mi piel
Tus fotografias para verlas cada vez
que tu ausencia me devora entero el corazon
y yo no tengo remedio mas que amarte

Y en la distancia te puedo ver
Cuando tus fotos me siento a ver
Y en las estrellas tus ojos ver
Cuando tus fotos me siento a ver
Cada vez que te busco te vas
Cada ves que te llamo no estas
Es por eso que debo decir que tu solo en mis fotos estas

Cuando hay un abismo desnudo
Que se opone entre los dos
Yo me valgo del recuerdo Taciturno de tu voz
Y de nuevo siento enfermo este corazon
Que no le queda remedio mas que amarte

Fotografia
by N.Furtado

Sexta-feira, Maio 21, 2004

Depois das nove... 


Mais um dia qualquer de semana. O escritório fica vazio de passos e de vozes. O silêncio vem num manto negro, possante sem tréguas. Chega-se ao limite do tempo. Há que tomar a coragem e embalar nas suas forças. Sair daqui. Sair deste lugar que abriga quem não sabe estar fora.

Todos os passos são mecânicos. O corpo vai onde se é possível ir numa rotina que é possível ter. Todos os iatos de tempo, cautelosamente preenchidos. Mesmo que não apeteça. Aqui e ali, ilusões de bem estar, onde se julga que o tempo passa e a angústia se engana.

Assume-se um ritmo frenético de chegadas e de partidas. De risos e olhares. De sitios e lugares. De mesas e cadeiras. De quartos e de linhos brancos. Mas tudo fica sempre mais vazio.


Quarta-feira, Maio 12, 2004

O que ficou de ti 


O tempo. Um tempo infinito de vazio. Um espaço que não pretendo preencher. Foi apenas teu. Um espaço no qual me sinto pequena, um grão de areia, isolado, sozinho...Ficou o eco da tua voz em toda a parte. O meu nome pronunciado em tom de carinho. Outros tantos pronunciados em tons que não os de amor.

Os teus livros continuam arrumados sem ordem. Para ti tanto fazia. Era igual, juntares um Henry Miller a um outro Jane Austen. Continuam ali a preencher um espaço que não quero vazio. Já me chegam todos os outros...

Continua na parede um quadro pintado por ti. Uma tentativa esforçada de decoração. Umas pinceladas mais ou menos simétricas, de tons garridos. Direi mesmo berrantes. Nunca o tirei. Acostumei-me a ele. Somos ambos orfãos...

As gavetas há muito que deixaram de guardar pedaços de ti. Julgo que foram as únicas coisas que vasculhei. A tentar encontrar-te para me poder livrar de ti. Não queria o risco de te encontrar de modo inesperado, afinal, nunca gostei muito de surpresas.

Quero que saibas ainda outra coisa, as fotografias também continuam no mesmo sítio. Penso não as poder tirar, ainda que há muito não me detenha à sua frente. Porém, não sei onde as colocar. Ficarão por aqui até ao dia em deixarei isto tudo. Depois ficarão junto aos teus livros, a fazer companhia ao teu quadro, num amontoado de pó.

E foi sem surpresas que me vi assim, sem ti.

Segunda-feira, Maio 10, 2004

Será que me enganei? 


Oh meu Deuzzz uns dias sem vir a casa e é nisto que dá! Quase que nem sabia que passos dar dentro desta "nova casa". Anda tudo de cara lavada...será da primavera?

Quarta-feira, Maio 05, 2004

Exercícios 


Sabes o que faço para não te sentir a falta? Recordo sempre o nosso pior. A cada momento de nostalgia, quando a saudade vem tomar conta de mim, recordo outro pesaroso e angustiante.

Assim é mais fácil. Reviver o que se deseja esquecer. Uma, duas vezes. Tantas quantas as necessárias.
Depois não vens mais. Depois uma calma nascida da raiva que te sinto. Agora um desejo. Que antes assim...antes assim do que mergulhada num abismo, numa espiral de vazio...

Antes assim...eu aqui, sozinha.



Iztupidez minha 


Lamento informar que, mais uma vez, desarranjei este meu cantinho...
Tentarei fazer o melhor...

This page is powered by Blogger. Isn't yours?