Terça-feira, Janeiro 27, 2004

Tu em mim 


Durmo envolta no manto teu de ausência

onde

Acordo revolta no manto teu de desejo

e

Vivo abraçada no manto teu de saudade



Post call 


Beijos. Foram estas as tuas últimas palavras. A minha boca não se moveu. Não exprimiu gesto algum. Dos meus lábios silêncio apenas. Fito o vazio. Sinto-me mal. Turvam-se-me os olhos, e teimosas, as lágrimas caem. Sinto um estranho desconforto e um alívio ao mesmo tempo. Dou conta que ainda me conheces demasiado bem e que provavelmente todas as tuas palavras foram ditas no intuito de me ferires. Noto as tuas palavras, rispidas rajadas de sangue e raiva.

Porém, ás vezes o teu coração amolece e deixas sair o quanto te sentiste feliz ao meu lado. O quanto lamentas. E o quanto recordas.

É aí que me desmancho num pranto. Consegues fazer-me sentir culpada por trazer um coração já dedicado a um dia sem ti. A outro alguém. A um outro desejo. A uma outra paixão. A um outro amor.

Por me sentir feliz quando beijo. Por apenas me sentir feliz...

Sem saudades
Sem ti
Sem nós


Segunda-feira, Janeiro 26, 2004

Que dizer? 


Há dias em que as palavras não fazem sentido. Antes o silêncio. O mesmo que nos faz companhia, quando enroscados um no outro, à beira do sono. Abrigados. Protegidos. Amados. Traz o consolo de ser um desses momentos únicos, raros. Um porto de abrigo nesta vida tempestuosa, muitas vezes sem sentido...


Sexta-feira, Janeiro 23, 2004

Kodac 


Na tua ida apressada pouca coisa ficou. Lamentavelmente. É que me quero recordar insistentemente de ti. É uma necessidade. Um ligeiro sopro de felicidade. É um instante de vida. Um coração acelerado. Um desejo a percorrer o corpo. Vasculho todos os recantos. Procuro algo material. E sim, vejo com imensa mágoa que nada ou quase nada ficou...

Do tanto que me preencheste a vida, nada ficou. Apenas em mim ficaste, insistentemente. Até ao extremo da loucura. Em cada recanto.

Nova tentativa. Há uma caixinha de porcelana. Design branco. Denunciadora do teu bom gosto. Qui ça, até denunciadora da tua particular atenção por mim. Talvez isso...ou talvez porque era normal em ti ter bom gosto.

Penso estupidamente porque razão nunca guardei um desses teus cabelos, que em mim se iam espalhando, enquanto me amavas...ou um daqueles teimosos que se iam colando á minha roupa. Foram sacudidos, assim como eu, com pouca importância...


Quarta-feira, Janeiro 21, 2004


Os meus sorrisos de hoje

em breve

as lágrimas do amanhã


Segunda-feira, Janeiro 19, 2004

Um dia  


Porque não queres saber de mim
Um dia virá em que também eu
Não quererei saber de ti


Fado corvo 


Vivo um fado dentro de mim
onde por instantes a música pára
E o gemido deixa-se de ouvir...

E vivo instantes pequenos de felicidade...



Inútil paisagem 


Mas pra que
Pra que tanto céu
Pra que tanto mar,
Pra que
De que serve esta onda que quebra
E o vento da tarde
De que serve a tarde
Inútil paisagem


Pode ser
Que não venhas mais
Que não venhas nunca mais


De que servem as flores que nascem
Pelo caminho
Se o meu caminho
Sozinho é nada
É nada
É nada

Antonio Carlos Jobim / Aloysio de Oliveira



Domingo, Janeiro 18, 2004

Gêmeos e os Astros 


Por influência de Urano e Jupiter, estes nativos serão atingidos por contratempos e dificuldades (mais?!). Terão de perceber o que desejam da vida e ser persistentes na tentativa de atingirem os seus objectivos (e quando não depende só de nós?). Poderão ser obrigados a fazer grandes mudanças na sua existência e sobretudo tornarem-se menos rígidos. Sentirão necessidade de liberdade mesmo que para isso tenham de se desligar de algumas responsabilidades, ou mesmo tornarem-se mais egocêntricos. Não tomem decisões importantes nesta altura, a não ser que sejam obrigados a isso (pois...)


Sexta-feira, Janeiro 16, 2004

Ao teu jeito 


Tinhas-me prometido uma mão cheia de nadas e eu, tola, acreditei em cada um desses nadas...


Quinta-feira, Janeiro 15, 2004

Olhares 


Para quê tanto azul se estes olhos já não te vêem mais...
Que me interessa se são pretos, castanhos ou do mais profundo azul, se já não podem sorrir mais ao nosso encontro?
Tudo não passa de azul mágoa, de azul saudade, de azul demente...


Quarta-feira, Janeiro 14, 2004

As manhãs 


Porque cada manhã me traz
O mesmo sol sem resplendor
E o dia é só um dia a mais
E a noite é sempre a mesma dor
Porque o céu perdeu a cor
E agora em cinzas se desfaz

Porque eu já não posso mais
Sofrer a mágoa que sofri
Porque tudo que eu quero é paz
E a paz só pode vir de ti

Porque meu sonho se perdeu
E eu sempre fui um sonhador
Porque perdidos são meus ais
E foste para nunca mais



Canção em modo menor

Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes

Terça-feira, Janeiro 13, 2004

O teu perfume 


Hoje, como sempre, acordei envolta num manto de saudades tuas. É assim todas as manhãs. É assim desde o momento em que me marcaste. É assim, de forma mais acentuada, desde que te foste.

Visto-me a pensar em ti. Como se ainda nos pudessemos encontrar... Saio porta fora. Volto atrás. O perfume. O tal dos dias em que te conheci. O tal, que hoje apenas me recorda de ti. E de forma tão intensa que te sinto ainda agora aqui.

Primeiro lembro-me de ti. Depois vem o detalhe da primeira vez. Relembro tudo. O jantar apressado. A ida ao teu encontro. Tu sentado á minha espera. O olhar. O sorriso enorme. Até a tua camisola amarela...

Depois o tempo. Depois o tempo acabou. O nosso tempo...

Quando a saudade vem e sou apenas um vazio de tristeza,
Trago-te em mim, na minha pele em jeito de essência...

E toda eu sou saudade...toda eu sou tristeza...

A ti 


Quero chorar porque te amei demais
Quero morrer porque me deste a vida
Oh meu amor, será que nunca hei de ter paz
Será que tudo que há em mim
Só quer sentir saudade

E já nem sei o que vai ser de mim
Tudo me diz que amar será meu fim
Que desespero traz o amor
Eu nem sabia o que era o amor
Agora sei porque não sou feliz



Canção do amor demais

Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes

Segunda-feira, Janeiro 12, 2004

Mares 


Se viesses contar meus ais, por ti perdidos, terias tu um vasto mar de tristeza...



Sexta-feira, Janeiro 09, 2004

Pequenas feridas 


Os únicos arranhões que quero nesse teu corpo, meu amor, são aqueles talhados pelas minhas mãos, empurradas em fúria pela força do teu amar...



Nos teus braços 


Nunca soubeste o quanto ansiava os teus braços. Nunca o soubeste porque nunca te importou. Era-te indiferente e ponto final.


Quarta-feira, Janeiro 07, 2004

Pressas tuas... 


Vinhas sempre em pressa. Tomavas-me à  pressa. E em pressa ias. Talvez para não me olhares... Talvez para não te denunciares...

Domingo, Janeiro 04, 2004

Insanidades & sabor 

Sofro de uma insanidade. Tudo é uma loucura. Contigo. Sem ti. Em todos os segundos procuro uma vontade. Decisão que traga uma mansidão perdida. É que nada sabe a nada. Por vezes. Às vezes. Sem ti. E sei que vou perder...

Quinta-feira, Janeiro 01, 2004

No primeiro dia 

Ninguém entre os presentes me ilumina. Estou sem ti... e apetecia-me tanto que me amasses... Só sei sentir saudades tuas. Só a ti sinto a falta... Quem me dera poder beijar-te... Apetecia-me amar-te naquela ou noutra cama qualquer... Apetecia-me tanto...

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